Saturday, June 12, 2010

Devolucao do homem

Uma reflexao fria

Pela minha filosofia amadora
O ser humano tem uma tendencia insana a retornar ao tempo das cavernas em seu inconsciente animal,
E em muitos aspectos tem a mania de se gabar de que eh mais evoluido do que seus parentes distantes…
Mas o cumulo da evolucao eh a regressao ao estado primal atraves da violencia, do irracionalismo da Guerra.
Minha teoria eh que os mendigos sao uma nova especie de homens da cavernas
Em seu modo de viver.
Eh tao absurdo dizer que os homens das cavernas eram mendigos
Quanto dizer que os mendigos estao nesta vida por opcao.
Mas nossos ancentrais nao possuiam nocao do conceito de sociedade moderna.
Portanto, nao havia sofrimento por ser pobre
Pois nem conheciam a nocao de riqueza nem tao pouco se conhecia o conforto.
Chego `a conclusao que o mendigo retorna ao estado primitivo,
Mas nossos ancestrais nao podem ser chamados de mendigos.
Porque nao eram pobres por falta de empenho ou porque nao satisfazem alguma exigencia da sociedade.
A realidade do mendigo pode ser psicologica.
E a comparacao aqui feita pode ser cruel e infame,
Mas nao ha na mente dessas pessoas uma sensacao de alivio?
Elas por acaso nao buscaram a situacao de desobrigacao social?
Uma libertacao para as pressoes do trabalho ou pessoais?
Um refugio em qualquer canto das ruas longe de sua familia
Uma lenta regressao ao estado primitivo, uma devolucao
Do ser,como se ele fosse devolvido ao que era inicialmente
(Involucao se preferirem os esotericos)
Ou desumanizacao que se assemelha mais ao estado animal
Equivalente aos primatas…
Uma ordem natural de regressao se formos acompanhar Darwin.

Friday, February 19, 2010

Comercial americano: Arkhos Biotech

 
Eles estao mostrando imagens da destruicao da floresta Amazonica, dizendo q a selva eh rica em biodiversidade (disso ja sabemos) e numa explicacao muito simplista dizendo que a mata amazonica eh responsavel pela maior producao de oxigenio no mundo (o q nao eh verdade pois pelo q sei as algas sao as maiores contribuidoras pra producao de oxigenio do que a mata) tudo isso para mostrar a importancia da Amazonia que eles estao de olho. O narrador diz, bem claramente, que a Arkhos Biotech quer COMPRAR a Amazonia pra preserva-la (o q duvido muito, deve ser pra fins de extracao de materia prima ou pra pesquisa) e por fim o cara aparece dizendo q a Amazonia nao pertence a um unico pais e sim ao mundo. O que se for pensar eh muito conveniente pra eles em dois sentidos, um q por mais generosa oferta q se pague, nao ha como avaliar um preco suficientemente alto pra algo como a Amazonia, e logicamente eles nao pagariam o valor justo porque nao ha como avaliar todos aqueles animais raros, plantas, minerais, arvores, e fora o q nao sabemos q existe la. E se fosse pagar pra alguem quem eh o dono daquilo? Nao eh o Brasil, porque existe a parte da selva amazonica do lado colombiano. E claro, como diz o video, pertence ao mundo. Entao eles iam comprar de quem da natureza? E pagar pra quem pra Deus? De que jeito? Eh uma jogada muito boa.
 
Eles acusam no video q os paises responsaveis nao estao dando conta de fazer a sua parte conservando a biodiversidade, e ainda estao deixando devastar a mata amazonica. Bem, q esta havendo devastacao nao podemos negar, so q a verdade eh q grande parte disto se deve gracas a muitas empresas estrangeiras q estao implantadas la ajudando a devastar e explorar a Amazonia e ainda vendendo produtos com ingredientes originarios de la, os quais eles alem de lucrar em cima ainda proclamam direitos legais patenteando as descobertas q fazem para o uso exclusivo deles.
No fim o narrador diz: Ajudem-nos a comprar a Amazonia, para q juntos possamos conserva-la.
Quanta hipocrisia.... 
 
Para ver o comercial clique no titulo deste post

Monday, December 14, 2009

Ferreira Gullar fala sobre F. Pessoa

Ferreira Gullar eh poeta brasileiro, ensaísta, autor de vários livros de Ensaios, Teatro, Traduções, Biografia, Ficção, Crônicas, poesia, Antologias., na materia que escreveu para o caderno da Folha de Sao Paulo sobre as pessoas de pessoa, que achei neste site: http://www.pessoa.art.br/?p=540, ele esta tentando comprovar que Pessoa nao era um dramaturgo que se baseia em pessoas de verdade para criar a diversidade poetica dele, e sim um poeta multi-facetado que precisou criar outras personalidades a parte dele mesmo para poder "exibir" todo seu talento que nao cabia em uma pessoa so. Mas no meio dessa discussao, ha este trecho que fala de uma hipotese da personalidade dividida dele ter origens antes de mais nada hormonais:
 
Homossexualismo Irrealizado
Mas há um outro dado a acrescentar a esse quebra-cabeças: o homossexualismo irrealizado de Fernando Pessoa. Mais uma vez recorremos a suas próprias palavras: “Não encontro dificuldade em definir-me: sou um temperamento feminino com uma inteligência masculina. A minha sensibilidade e os movimentos que dela procedem, e é nisso que consistem o temperamento e a sua expressão, são de mulher. As minhas faculdades de relação -a inteligência e a vontade, que é a inteligência do impulso- são de homem”. Adiante ele diz: “Reconheço sem ilusão a natureza do fenômeno. É uma inversão sexual fruste. Pára no espírito”. Mas vejamos o que se segue: “Sempre, porém, nos momentos de meditação sobre mim, me inquietou, não tive nunca a certeza, nem a tenho ainda, de que essa disposição do temperamento não pudesse um dia descer-me ao corpo. Não digo que praticasse então a sexualidade correspondente a esse impulso; mas bastava o desejo para me humilhar”.
Esse texto deixa claro a drástica reprovação de Pessoa à prática do homossexualismo (que ele considera humilhante), assim como o temor de que, contra a sua vontade, esse impulso lhe descesse ao corpo e o submetesse. “Somos vários desta espécie, pela história abaixo”, afirma, referindo-se em seguida a Shakespeare e Rousseau, para sublimar seu receio “da descida ao corpo dessa inversão do espírito”, “como nesses dois desceu”. Seria descabido imaginar que, diante dessa ameaça, diante desse corpo que poderia a qualquer momento traí-lo, que Pessoa decidisse não viver, reduzir sua vida à vida da inteligência (sua parte masculina), e assim escapar à desgraçada possibilidade de tornar-se um homossexual? Não seria essa divisão interior -um homem e uma mulher na mesma pessoa- o início de sua despersonalização, da divisão do eu e ao mesmo tempo da invenção de outras personalidades, em lugar da sua própria, que lhe era, por pervertida, inaceitável? Por outro lado, a necessidade de ocultar esse impulso perverso não seria a primeira simulação que o levaria a tantas outras simulações?
Podemos responder sim ou não a essas hipóteses. Mas mesmo que respondamos sim, não esgotaríamos com isso o mistério da obra poética de Fernando Pessoa nem o enigma de sua personalidade, que dessa obra não se separa, porque, qualquer que seja a causa que determina o nascimento de seus poemas e a criação do seus heterônimos, a significação poética e o valor literário de sua obra pairam acima das explicações.
Não vamos, portanto, indagar agora pela origem de seus heterônimos, mas tentar compreender o que são eles. Num texto conhecido como “Apresentação dos heterônimos” e que foi escrito como prefácio a uma projetada edição de suas obras, em 1930, possivelmente, Pessoa afirma: “O autor humano destes livros não conhece em si próprio personalidade nenhuma. Quando acaso sente uma personalidade emergir dentro de si, cedo vê que é um ente diferente do que ele é, embora parecido” (…) “Afirmar que esses homens todos diferentes, todos bem definidos, que lhe passaram pela alma incorporadamente, não existem -não pode fazê-lo o autor destes livros; porque não sabe o que é existir, nem qual, Hamlet ou Shakespeare, é que é mais real, ou real na verdade.”
Ocultismo e visão olímpica
Nada nos autoriza, porém, a afirmar que os heterônimos “são” Fernando Pessoa, uma vez que ele pensa diferente deles1 e, em certas questões, o contrário deles. Dou como exemplo a carta a Marinetti, datada de 1917, em que ele diz que os sentidos só buscam “a razão física, exterior, superficial e empírica”, e não a razão metafísica, “que só se descobre pelo pensamento puro, numa pureza inteiramente emocional”, Com essas afirmações, Pessoa nega de uma única assentada tanto a visão de Caeiro (”pensar é não compreender”) como a de Álvaro de Campos, cujo sistema está “baseado inteiramente nas sensações”.
A adesão de Pessoa ao ocultismo contradiz inteiramente a visão olímpica de Ricardo Reis, como também a de Álvaro de Campos —voltado para o dinamismo da vida moderna— e a de Caeiro, para quem “o único sentido íntimo das coisas/ é elas não terem sentido íntimo nenhum”. Outras tantas divergências entre Pessoa e seus heterônimos estão nas suas respectivas estatisticas.
Diante dessas constatações cabe perguntar: se os heterônimos não são expressão de situações existenciais específicas, dramáticas; se, portanto, não expressam visões contingentes ou geradas por situações próprias a eles (como Macbeth ou Hamlet) e, ao mesmo tempo, não expressam a visão de Fernando Pessoa, então por que eles os criou? Para contradizer-se? Para, por intermédio deles, manifestar suas contradições sem ter que assumi-las ou negá-las? Se não é por nenhuma dessas hipóteses, talvez reste apenas uma: ele os criou por razões poéticas e não por razões filosóficas; por razões afetivas, emocionais, e não por razões lógicas. Criou-os para exercer as múltiplas virtualidades de seu talento, que mal cabia numa só pessoa. E, por isso, talvez, mais correto séria chamá-lo —desculpem o trocadilho irresistível— Fernando Pessoas.

Tuesday, October 6, 2009

"Minha patria eh a lingua portuguesa "


Quem disse isso foi Fernando Pessoa. Mas conforme ele, outros sentiram e sentem exatamente o mesmo... Alguns sentiram tanto que sairam repetindo com outras palavras a ideia original do autor. Como Caetano quando resolveu parafrasear o poeta portugues dizendo: "A lingua eh minha patria".
Eu tambem ja tinha lido alguma coisa parecida nas palavras de algum outro poeta. E se eu fosse parafrasear a parafrase de Caetano, ficaria algo como: "habito nao um pais, mas uma lingua". Mesmo assim teria a impressao que alguem tambem ja usou estas palavras antes de mim...
Seja la o que for, uma sensacao nao precisa ser exclusiva de um so individuo. E a verdade eh que ideias similares surgem para varias pessoas de maneira que nao se sabe quem copiou quem. No meu caso e no de Caetano fomos claramente inspirados por Pessoa. Este nasceu em Portugal mas escreveu poesias em ingles quando viveu fora de Portugal, portanto ninguem melhor do que ele para entender como so estando fora do contexto do dia a dia do pais em que se nasceu, no estrangeiro, para perceber que a unica coisa que nos faz sentir estrangeiros eh a lingua. De maneira resumida eh o que se pode dizer. Com a diferenca que Pessoa nao estava apenas sendo conciso, estava sendo poetico.
A primeira e mais obvia barreira que se cria no contato com os nativos de um lugar estranho eh nao entender o que nos dizem, e nao ser entendido. Nos faz sentir como uma ilha isolada. E porque nao dizer desolada, de tao deslocados. Isso eh compreensivel acho que para qualquer um mesmo que nao tenha saido nunca do pais que mora.
Mais compreensivel eh quando o individuo literalmente mora no mundo das ideias e das palavras.
E habita literalmente em sua literatura. Pois a lingua acaba sendo o meio ambiente natural, que permite ao escritor ou ao poeta ser escritor ou poeta, e permite a eles descrever "as paisagens interiores" como F. Pessoa chama o estado de espirito. Poderia ate aprofundar isso dizendo que apenas a lingua natal permite ao individuo ser quem ele eh sem cerimonias. O que alguem podera refutar dizendo que o individuo nao deixa de ser ele mesmo quando posto num contexto diferente. Nao posso afirmar isso com certeza, mas tenho pra mim que ninguem deixara de ser quem eh desde que tenha como patria sua lingua.

Friday, September 25, 2009

Jane Eyre


Eu ja havia dito que meu e-book favorito eh o Morro dos Ventos Uivantes de Emily Bronte. Entao, tendo gostado tanto deste livro, escrito no seculo XIX, procurei outro e-book de outra autora desta mesma epoca, e encontrei uma que era por sinal a irma de Emily, Charlote Bronte.
Da mesma maneira como eh impossivel nao fazer comparacoes entre duas irmas, o primeiro pensamento que vem eh comparar as obras delas tambem depois que se le. E o morro dos ventos uivantes nao tem nada em comum com Jane Eyre, tirando-se alguns elementos presentes em ambas as historias que sao comuns pois se passam na Inglaterra, e eram afinal do mesmo periodo. A paisagem rural e remota dos moors (as terras altas), os elementos de misterio, sobrenaturais que assombram os personagens; no caso do morro sao os fantasmas do passado, e em Jane Eyre eh a figura sombria da mulher louca que vive presa no sotao da casa de seu empregador, de resto, eh praticamente bem diferente o estilo de narrativa das duas autoras. E obviamente as historias tambem, apesar das duas relatarem as vidas de familias vivendo em lugares isolados nas montanhas da Inglaterra.
Os personagens de Charlote sao de nivel e classe mais alta, portanto eles sao mais polidos e contidos em suas emocoes, e usam muito figuras de expressao para denotar o estado tanto emocional em que se encontram como para demonstrar sua acuidade intelectual. Enquanto que os de Emily ja sao mais emotivos e diretos,  nao tao intelectuais com excecao de Linton.
O morro eh uma historia sobre vinganca mais no estilo drama psicologico narrada sob o ponto de vista de outros enquantos Jane eh a narradora de sua propria historia.

Pelas personagens femininas destes livros pode-se sentir que as mulheres eram oprimidas pelas questoes morais, pelas questoes de classe social, de nivel de estudos, de tradicao familiar, e o mais obvio eh a desigualdade com os homens, numa relacao de subserviencia quando nao de inferioridade. O ponto comum nas protagonistas destas historias eh que sao mulheres ao mesmo tempo voluntariosas e fragilizadas pelas circunstancias.
 
Jane Eyre eh uma orfa que passa por varias dificuldades ate se tornar uma governanta na casa de anfitrioes ricos ainda jovem. Ela eh criada quando pequena por uma tia que a castiga constantemente, vivendo com os primos em pe de desigualdade com eles, desprezada como um mero estorvo para os parentes.
Jane eh mandada para uma escola com bases no ensino religioso rigido, somente para meninas e passa por uns maus bocados por la tambem ate se adaptar, mas nao perde o espirito rebelde e predeterminado que tinha, pelo contrario, fica mais obstinada a ser bem sucedida nos estudos.
Se educa com o objetivo de poder ensinar e ser livre para viver por conta propria, mas quando sai da escola vai trabalhar para uma familia abastada e se ve sob o controle do misterioso dono da casa. Por ela gostar dele e por ele ser o chefe dela. Mas eh interessante notar que a autora passa atraves de Jane um idealismo feminista, quando esta luta contra seus proprios sentimentos mas nao se submete aos homens completamente nem tem como objetivo de vida somente casamento e filhos como era de costume naqueles dias.
Ao longo da historia Jane se ve sob o dominio de varias figuras controladoras: A Tia, o primo, o reitor da escola, o chefe, o clerigo, Mas no final, ela escolhe o caminho que lhe convem melhor, que nao a afasta de seus principios mostrando que possui uma vontade mais forte.
Claro que se quiser o fim da historia teras que ler ou ver o filme! rs

Tuesday, August 11, 2009

Verao, furacoes, terremotos e atitude zen!

Quando estava morando em Sampa, nao ligava se era inverno ou verao, dia nublado ou de chuva, porque Sao Paulo tem tudo isso em um so dia... rs. Mas estando numa terra cujo calor so dura 3 meses, cheguei `a conclusao que nao gosto do verao, eu adoro o verao! Poder sair de casa e lavar as coisas fora no quintal, onde tudo seca imediatamente. Nao, nao eh so isso: Poder sair de casa! Isso ja eh uma maravilha, porque no inverno nem vontade de sair tem-se. Mas nao se da valor nessas coisas minimas num lugar que nao tem inverno rigoroso. Nao ha comparacao do Brasil com o inverno infinitamente longo que temos aqui no Japao, especialmente onde estou que eh montanhoso. Talvez com excecao da Siberia, do polo Artico, do Alaska...(to brincando)
Mas o verao japones tbm nao eh so flores porque eh exageradamente quente, alias nem as flores aguentam, e junto com o verao vem taifus(furacoes)... Que maravilha, eles vem assim, como que combinados um seguido do outro. E com o passar dos anos repetem-se certos padroes, ate que passamos a achar "tudo normal". Tem que ser muito zen pra achar taifu, terremoto normal...

Agosto e setembro sao os meses dos taifus, acabou de passar um que trouxe muitas chuvas e mal tempo por todo o continente. Eh 'comum' vir do Sul e ir subindo pro Norte. Okinawa eh uma regiao que frequentemente eh atingida por ficar no extremo sul do pais. Ou entao a regiao costeira perto ao mar. Eh tao 'normal' ter ventos fortes que pros japoneses nao eh mais alarmente, mas nao pros brasileiros que se assustam ate com um relampago! (Aqui eh raro ter relampagos) rs

Ontem houve um terremoto logo de manha cedo, meu marido que tinha perdido a hora, pois nao ouviu o relogio despertar, despertou no pulo! Foi um terremoto fraco, mas do tipo que faz as coisas deslizarem de um lado pro outro. Muito melhor se comparado com o tipo de tremor que faz as coisas trepidarem. So que quando chego no trabalho depois de um terremoto, as japonesas sempre me perguntam se eu senti alguma coisa, como se nao fosse nada perto do que esta pra vir. O Grande Terremoto de Tokai. Que eh previsto acontecer a qualquer hora. Muitos daqui me perguntam se ha dessas coisas no Brasil e quando digo que nao frequentemente nem nestas escalas, ficam sem resposta, imaginando "que pais bom", e curiosos como sao... uma pergunta meio que deve ficar na cabeca deles: "Porque vc esta aqui entao?". Ja prevendo isso e pra nao ter que ficar pensando numa resposta longa e complicada digo algo bobo do tipo: "La eh quente demais!" Ai eles dizem: "Ah nao, calor eh pior" (pior que terremoto?) rs. Uma resposta boba em resposta a outra resposta boba?!

Como prever onde ocorrera um terremoto?


Os sismologistas japoneses conseguem mais ou menos ter uma ideia pelo estudo dos movimentos das placas tectonicas e da composicao geologica onde se encontram as cidades. A tecnologia daqui eh de grande ajuda para entender e prevenir desastres, mas infelizmente nao eh capaz de prever lugar e hora precisamente a ponto de possibilitar que as pessoas peguem um aviao pro Brasil, rs. E imagine o desespero que seria... O panico se torna maior que o proprio terremoto!
Tokyo por exemplo se encontra sobre um territorio arenoso e facilmente "abalavel" se houver um maremoto ou terremoto grande por ali. Ja eh sabido que a megalopole pode sofrer estragos grandes a qualquer hora porque se situa perto do mar.

Agora mesmo com as chuvas, estao havendo muitas enchentes e gente ficando sem teto.
Entao, desastres nao sao novidade por essas bandas nem pelo mundo afora. Aqui tambem nao eh o pais mais assolado pelas calamidades (eh um deles). Pois apesar da crise dos empregos, ainda eh um pais de primeiro mundo.
E vamos curtir o Verao, a Vida, que eh curta mesmo, porque os japoneses, brasileiros dekasseguis trabalham demais, que nem vem o tempo la fora, nem sentem que passaram-se 10 anos de sua vida, trabalhando em escritorio ou em fabrica... O negocio eh nao ter neuras pensando em terremotos, o negocio nao eh fugir do pais, o negocio eh fazer as pazes com si mesmo antes que se deseje ter feito coisas mais significativas para o mundo ou para a humanidade, ou simplesmente algo pela familia.
Divirto-me como posso, acho que o fato de estar colocando essas ideias em posts ja me alivia um pouco do meu dever de conscientizacao, apesar da frequencia de visitas aqui estar a zero, rs. Sairei daqui da frente do computador e vou entao aproveitar o bom tempo, pra tomar um ice-cream e uma agua gelada! Agua essa que esta jorrando do ceu ultimamente...

Friday, August 7, 2009

Diretor brasileiro fazendo sucesso internacionalmente!

Estava percorrendo a lista de filmes que eu tenho para serem vistos e um dos que eu estava para ver faz tempo era o "Jardineiro fiel" ou "The constant gardener" se preferir no original. Como prefiro sempre no original, tive certos problemas com o som que estava meio baixo mas mesmo assim a historia nao perdeu o atrativo.

A maior supresa para mim foi descobrir nos creditos finais que o filme eh dirigido por Fernando Meirelles, o diretor de "A cidade de Deus". A surpresa foi grande porque o filme eh estrelado por atores ingleses, se passa em varios paises tanto da Europa quanto na Africa e eh falado em ingles na maior parte do tempo. O filme eh baseado num livro que conta a historia de um casal e de uma conspiracao envolvendo uma serie de complicadas conexoes entre laboratorios farmaceuticos, experimentando remedios em doentes "descartaveis" na Africa sem propriamente anunciar isso.

O filme, na verdade, eh sobre a mulher do diplomata, e o trabalho humanitario dela que acaba virando uma investigacao perigosa. O que acaba tirando sua vida e consequentemente se tornando o objetivo do marido ate o fim da historia.
As criticas do publico sobre o filme sao boas no geral, e eu tambem pude sentir um pouco de orgulho sabendo que um brasileiro esteve por detras das cameras.

O que as mas criticas apontaram foi que esse filme nao foi bem filmado, mas a verdade eh que ha muitas cenas de acao conturbadas (afinal isto eh a Africa) e Fernando parece que escolheu filmar sem gruas para dar um efeito proposital de confusao nas cenas de perseguicao o que foi criticado. Disseram tambem que tem closes apelativos demais, que nao conscientiza o publico sobre a verdadeira realidade na Africa, que todos sabemos sao criticas. Mas tenho que defender o filme porque ele se propoe a contar uma historia e se encarrega disso. Pois se o tema eh conspiracao farmaceutica, obviamente que nao faz sentido falar de outros assuntos sociais que nao sejam de interesse para a historia, apesar de ser bem evidente durante o decorrer da trama que a pobreza, a fome, a corrupcao da policia, a politica interna, sao coisas com que se convive mesmo que nao se esteja procurando por isso. E eh obvio que livros polemicos nunca vendem bem num pais que nao quer admitir sua propria situacao!

As atuacoes de Ralph Fiennes e Rachel Weisz sao ambas convincentes, a atriz recebeu varias premiacoes em diversos paises e tenho que concordar que este papel sendo bom ficou melhor com ela, apesar das especulacoes serem que Kate Winslet e ate Nicole Kidman eram as candidatas ao papel.

Enfim, este filme eh para quem se interessa por questoes humanitarias e historia de amor e drama.