Tuesday, October 6, 2009
"Minha patria eh a lingua portuguesa "
Quem disse isso foi Fernando Pessoa. Mas conforme ele, outros sentiram e sentem exatamente o mesmo... Alguns sentiram tanto que sairam repetindo com outras palavras a ideia original do autor. Como Caetano quando resolveu parafrasear o poeta portugues dizendo: "A lingua eh minha patria".
Eu tambem ja tinha lido alguma coisa parecida nas palavras de algum outro poeta. E se eu fosse parafrasear a parafrase de Caetano, ficaria algo como: "habito nao um pais, mas uma lingua". Mesmo assim teria a impressao que alguem tambem ja usou estas palavras antes de mim...
Seja la o que for, uma sensacao nao precisa ser exclusiva de um so individuo. E a verdade eh que ideias similares surgem para varias pessoas de maneira que nao se sabe quem copiou quem. No meu caso e no de Caetano fomos claramente inspirados por Pessoa. Este nasceu em Portugal mas escreveu poesias em ingles quando viveu fora de Portugal, portanto ninguem melhor do que ele para entender como so estando fora do contexto do dia a dia do pais em que se nasceu, no estrangeiro, para perceber que a unica coisa que nos faz sentir estrangeiros eh a lingua. De maneira resumida eh o que se pode dizer. Com a diferenca que Pessoa nao estava apenas sendo conciso, estava sendo poetico.
A primeira e mais obvia barreira que se cria no contato com os nativos de um lugar estranho eh nao entender o que nos dizem, e nao ser entendido. Nos faz sentir como uma ilha isolada. E porque nao dizer desolada, de tao deslocados. Isso eh compreensivel acho que para qualquer um mesmo que nao tenha saido nunca do pais que mora.
Mais compreensivel eh quando o individuo literalmente mora no mundo das ideias e das palavras.
E habita literalmente em sua literatura. Pois a lingua acaba sendo o meio ambiente natural, que permite ao escritor ou ao poeta ser escritor ou poeta, e permite a eles descrever "as paisagens interiores" como F. Pessoa chama o estado de espirito. Poderia ate aprofundar isso dizendo que apenas a lingua natal permite ao individuo ser quem ele eh sem cerimonias. O que alguem podera refutar dizendo que o individuo nao deixa de ser ele mesmo quando posto num contexto diferente. Nao posso afirmar isso com certeza, mas tenho pra mim que ninguem deixara de ser quem eh desde que tenha como patria sua lingua.
Eu tambem ja tinha lido alguma coisa parecida nas palavras de algum outro poeta. E se eu fosse parafrasear a parafrase de Caetano, ficaria algo como: "habito nao um pais, mas uma lingua". Mesmo assim teria a impressao que alguem tambem ja usou estas palavras antes de mim...
Seja la o que for, uma sensacao nao precisa ser exclusiva de um so individuo. E a verdade eh que ideias similares surgem para varias pessoas de maneira que nao se sabe quem copiou quem. No meu caso e no de Caetano fomos claramente inspirados por Pessoa. Este nasceu em Portugal mas escreveu poesias em ingles quando viveu fora de Portugal, portanto ninguem melhor do que ele para entender como so estando fora do contexto do dia a dia do pais em que se nasceu, no estrangeiro, para perceber que a unica coisa que nos faz sentir estrangeiros eh a lingua. De maneira resumida eh o que se pode dizer. Com a diferenca que Pessoa nao estava apenas sendo conciso, estava sendo poetico.
A primeira e mais obvia barreira que se cria no contato com os nativos de um lugar estranho eh nao entender o que nos dizem, e nao ser entendido. Nos faz sentir como uma ilha isolada. E porque nao dizer desolada, de tao deslocados. Isso eh compreensivel acho que para qualquer um mesmo que nao tenha saido nunca do pais que mora.
Mais compreensivel eh quando o individuo literalmente mora no mundo das ideias e das palavras.
E habita literalmente em sua literatura. Pois a lingua acaba sendo o meio ambiente natural, que permite ao escritor ou ao poeta ser escritor ou poeta, e permite a eles descrever "as paisagens interiores" como F. Pessoa chama o estado de espirito. Poderia ate aprofundar isso dizendo que apenas a lingua natal permite ao individuo ser quem ele eh sem cerimonias. O que alguem podera refutar dizendo que o individuo nao deixa de ser ele mesmo quando posto num contexto diferente. Nao posso afirmar isso com certeza, mas tenho pra mim que ninguem deixara de ser quem eh desde que tenha como patria sua lingua.
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